PARA QUEM VISITE ESTAS PÁGINAS

Como é compreensível, estas páginas estão - e estarão - em constante elaboração e reelaboração. 

Justificação

O professor Rómulo de Carvalho, nos últimos anos da sua vida, escreveu um livro de memórias para os seus netos, livro esse editado pela Fundação Calouse Gulbenkian*. É um livro interessantíssimo no qual ficamos a saber muito da vida pessoal e profissional do professor e, sobretudo, de aspectos da educação de tempos idos.

 

Gostaria de acreditar que esse livro tenha tido muitos leitores, mas desconfio que não terá tido. Hoje, lê-se mais na Internet do que em livros, e em muitos aspectos não só é compreensível como é, mesmo, desejável, na medida em que a disseminação de informação útil é muito mais ampla.

 

Não me passaria pela cabeça escrever um livro de memórias, mas muitas vezes penso no que vivi, como professor e co-responsável de medidas tomadas no sector da educação, e julgo que faria sentido divulgar algumas delas. Depois de muito hesitar, decidi criar um site e nele organizar uma visão panorâmica da minha vida.

 

Para os milhares de alunos dos quais fui professor, e para muitos professores com quem tive, em diversas ocasiões, uma relação estreita, talvez esta página seja interessante.

 

* Carvalho, R. de (2011). Memórias. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian - Serviço de  Educação e Bolsas.

 

 

O meu percurso profissional

 

A minha vida de professor estendeu-se desde 1 de Outubro de 1959 a 20 de Abril de 2006 – num total de quarenta e cinco anos, seis meses e vinte dias. Comecei como professor de serviço eventual dos liceus, entre 1961 e 1963 fui professor de Psicologia Aplicada à Educação na Escola do Magistério Primário de Viseu, frequentei o estágio pedagógico para professor do 4º grupo (História e Filosofia) em Coimbra (1964-1965), e fui professor agregado, auxiliar e efectivo em diversos liceus. Mais tarde, no ensino superior universitário, fui assistente, equiparado a professor associado, e, depois de fazer a agregação, professor catedrático, na Universidade do Minho. No ensino superior politécnico fui equiparado a professor coordenador e professor coordenador (além do quadro), no Instituto Politécnico de Faro.

 

Exerci ainda outras funções relacionadas com a educação: destacado na Inspecção do Ensino Liceal (1969-1970), professor metodólogo de História no Liceu Normal de Pedro Nunes (1970-1971), Chefe da Divisão de Programas e Métodos na Direcção-Geral do Ensino Secundário (1972-1975), Director do Serviço de Estudos do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação (1975-1977), assessor do Secretário de Estado da Educação (1982-1983). Fui ainda membro da Comissão Instaladora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Faro (primeiro como vogal e depois como Presidente) e mais tarde Presidente do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho. Nos dois anos anteriores ao termo da carreira fui Vice-Presidente do Conselho Académico da mesma Universidade.

 

Entre Outubro de 1971 e Maio de 1972 interrompi a minha ligação ao Ministério da Educação, trabalhando como consultor no Departamento de Psicologia Aplicada da empresa Norma, S.A.R.L., onde, além de colaborar em processos de recrutamento e selecção de pessoal, fui monitor de cursos de formação de quadros.

 

Devo ainda referir que nos anos 60 trabalhei durante algum tempo no IPATE (Instituto de Psicologia Aplicada ao Trabalho) e entre 1970 e 1976 fui professor na ESOCT (Escola Superior de Organização Coentífica do Trabalho), uma insitutição do ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração).

 

Entre 1992 e 1996 fui ainda professor na Universidade Católica (Lisboa).